Due Diligence em Compliance Trabalhista

Due Diligence em Compliance Trabalhista é realmente muito necessário no Brasil? Veja a seguir a realidade das empresas de grande porte brasileiras, quanto a fraudes internas.

A Deloitte, empresa de consultoria realizou em 2019 a pesquisa “Vigilância contra fraudes no Brasil”.

Nesta pesquisa foram entrevistadas 113 empresas, sendo 45% delas com rendimento acima de 1 bilhão em 2018, ou seja, empresas de grande porte.

Em tais empresas 90% delas tem sistema de investigação de fraudes.

Além disso, 69% do total identificaram ocorrências de fraudes nos últimos 4 anos.

Sendo os tipos mais comuns de fraudes:

  • 88% apropriação indevida;
  • 63% corrupção passiva; e
  • 65% corrupção ativa.
Fonte: https://www2.deloitte.com/br/pt/pages/risk/articles/vigilancia-contra-fraudes-no-brasil.html

Nesse contexto, é importante que a organização estabeleça um processo de discussão sobre os riscos de fraude, que envolva, por exemplo, etapas como sessões de brainstorming, entrevistas, identificação e avaliação dos principais cenários de riscos de fraude, melhora nos sistemas de controles e estabelecimento de um processo estruturado de respostas e gestão da consequência.

Deloitte

Portanto, se fraudes internas são um problema recorrente das grandes empresas brasileiras, então imagine nas empresas de médio e pequeno porte!

Para entender melhor será abordado:

  1. Due Diligence em Compliance Trabalhista;
  2. Os principais riscos de fraudes corporativas;
  3. Os benefícios do Due Diligence em Compliance Trabalhista nas empresas;
  4. Conclusão.

Diante da realidade exposta acima, pergunto novamente:  Due Diligence em Compliance Trabalhista é realmente muito necessário no Brasil?

Enfim, é fundamental, antes, durante, e depois da contratação até findar a relação de emprego.

Due Diligence em Compliance Trabalhista.

Due Diligence, a tradução mais adequada é diligência prévia, ou seja, o exame preliminar da vida profissional e integridade de candidatos a colaboradores.

Bem como, de terceiros, parceiros de negócios, despachantes, intermediários, corretores, representantes comerciais, entre outros.

Em suma, averiguar a reputação para evitar responsabilização subsidiária por ilegalidades deles.

Então, o monitoramento deve ser periódico ao longo do contrato de trabalho.

Logo, na contratação garantir que se obriguem as cláusulas anticorrupção e as normas internas da empresa (código de conduta e políticas).

A princípio, o due diligence inicia no recrutamento e seleção dos candidatos as vagas de emprego.

Através da checagem de informações postas no currículo, a análise documental, histórico reputacional e financeiro do colaborador.

Bem como, pesquisas em SPC/SERASA, certidões, redes sociais, até mesmo com análise de perfil comportamental de um candidato.

Por fim, a entrevista e a checagem de referências.

Importante ressaltar, sempre seja preservada a privacidade e a dignidade do candidato.

Cuidado para não utilizar o due diligence como desculpa para perseguir ou discriminar candidatos e colaboradores.

Por fim, o objetivo é evitar que a empresa fique associada a imagem de um colaborador antiético.

Por fim, não são todos os colaboradores que devem ser monitorados ao longo do contrato de trabalho. Mas apenas os colaboradores que:

  • Representam a empresa,
  • Exercem cargos de confiança;
  • Ocupam funções estratégicas;
  • Apresentem comportamento inadequado; e
  • Que sejam alvo de alguma denúncia.

Os principais riscos de fraudes corporativas.

As fraudes corporativas mais comuns que podem acontecer em qualquer empresa:

  1. Fraude interna pelo favorecimento;
  2. Conflitos de interesses;
  3. Movimentação de recursos financeiros;
  4. Acordos mal-intencionado entre colaboradores e parceiros de negócios;
  5. Contratação de empresas criadas para dar golpes.

Tais fraudes se tornaram rotineiras no mundo corporativo, sob a desculpa de resolver problemas.

Para evitar tais fraudes é importante implementar treinamentos educativos.

Além disso, monitoramento e ajuda, ainda que financeira, ao colaborador em situação de vulnerabilidade.

Portanto, é recomendado estar atento e acompanhar de perto a vida dos colaboradores fortalecendo laços de amizades.

Ainda, se preocupar verdadeiramente com o próximo.

Pois bem, empresa americana Kroll de investigações corporativas revelou no  Relatório Global de Fraude & Risco 2017/2018 que 74% das empresas sofreram ao menos 1 episódio de fraude interna no período de 12 meses.

Logo tal pesquisa também constatou que 81% dos casos envolve funcionários e ex-funcionários, como os principais fraudadores.

Decerto, o diferencial no combate às fraudes internas é conhecer como elas são feitas, para descobrir como evitar.

Não só, controles internos adequados e eficazes podem dificultar a ocorrência, mas também um programa de compliance efetivo, e bem monitorado com canais de denúncias.

Aproveita e dá uma conferida nesta matéria da Forbes: Empresas reforçam o combate a fraudes e a corrupção com programas de compliance

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Os benefícios do Due Diligence em Compliance Trabalhista nas empresas.

Portanto, com o due diligence em compliance trabalhista é possível contratar colaboradores de modo mais assertivo.

Enfim, aparentam ser de confiança, evitando desperdício de recursos financeiros com turnover de funcionários, acertos rescisórios, reclamatórias trabalhistas, impostos.

Ainda, o aumento da produtividade dos colaboradores, preservar a honra e construir uma boa imagem empresarial.

Em suma garante a sustentabilidade dos negócios.

Às vezes, o mau comportamento se deve à falta de conhecimento das implicações criminais.

De modo, os colaboradores ignoram que determinados comportamentos são crimes.

Então, importante fazer treinamento, com uma abordagem didática dos crimes mais comuns nas empresas.

Conclusão.

Em resumo, a reputação é um importante ativo no mundo dos negócios e afeta as finanças das empresas, além dos riscos criminais envolvidos.

Decerto, nenhuma empresa quer ser condenada por crimes cometidos pelos colaboradores em seu nome, ou no seu ambiente de trabalho em desfavor de colegas, clientes ou terceiros.

Menos ainda, ser vítima de fraudes internas, apropriação indébita, furtos ou assédio.

Em suma, confere o post: “Assédio Moral no Trabalho, como a empresa deve evitar”.

Portanto, due diligence em compliance trabalhista é imprescindível para se cercar de colaboradores confiáveis e garantir a sustentabilidade da empresa.

Caso precise de ajuda consulte um advogado de sua confiança.

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Enfim, pratique o hábito da integridade na sua empresa!

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