Saúde mental dos trabalhadores na pandemia

A saúde mental dos trabalhadores na pandemia é muito importante que as empresas deem uma atenção especial a saúde mental de seus trabalhadores.

Para tanto, há necessidade de construir um ambiente de trabalho saudável, monitorado e protegido.

Toda a sociedade está sofrendo com o impacto social, econômico, político, e psíquico da pandemia.

O isolamento social, a mudança de rotina, a pandemia, as notícias negativas, o desemprego, o medo, causam muita solidão, stress e angústia nas pessoas.

De modo, que acarreta distúrbios neuropsiquiátricos como ansiedade, alcoolismo, depressão e em alguns casos pode até levar ao suicídio.

Aliás, o número de suicídio e tentativas terá um aumento considerável.

Uma vez que, o contexto do isolamento social e da pandemia são propícios ao comportamento suicida.

Inclusive, o diretor médico do Samu – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de São Paulo, o socorrista Francis Fuji, relatou em reportagem da Uol, já ter notado o aumento no atendimento a casos de suicídio e tentativa.

Ainda, o Fórum Econômico Mundial publicou em 19/05/2020 um Relatório denominado Perspectivas de riscos Covid-19: um mapeamento preliminar e suas implicações.

Em suma, este relatório reúne a visão dos 350 maiores analistas de riscos do mundo.

Assim, eles concluíram que a ansiedade e o suicídio irão ter um aumento considerável na pandemia.  

Para mitigar o risco da ameaça do isolamento social e da pandemia na saúde mental da população é um dever conjunto do Governo, dos profissionais da saúde e dos empregadores.

Diante deste contexto no post de hoje será abordado:

  • Como identificar pessoas propensas ao suicídio;
  • Como as empresas ajudam seus funcionários.

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Como identificar pessoas propensas ao suicídio.

O Brasil é o oitavo no ranking da Organização Mundial da Saúde – OMS em suicídio por ano, sendo 12 mil.

No mundo são 800 mil pessoas que se suicidam por ano, o equivalente a uma morte a cada 40 segundos, números da OMS.

A prática do suicídio se tornou um problema de saúde pública.

Contudo, o governo precisa investir em prevenção e no tratamento da saúde mental da população.

Vale ressaltar, as recomendações da Organização Mundial da Saúde, clique aqui.

A OMS tem um Guia denominado “Prevenção ao suicídio – Um kit de ferramentas de engajamento das comunidades”, em inglês.

Assim, o Kit de ferramentas é um guia passo a passo para as comunidades se envolverem em atividades de prevenção ao suicídio.

Ainda segundo a Organização Mundial de Saúde, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.

Além disso, 80% dos óbitos acometem mais a população de média e baixa renda, em zonas rurais e agrícolas, por problemas socioeconômicos.

Bem como, estudos comprovam que 80% dos suicidas demonstram com sinais bem claros que estão propensos ao suicídio.

Situações de alerta para o comportamento suicida:

  • Tentativa prévia de suicídio;
  • Doença mental como depressão, esquizofrenia, transtorno bipolar ou de personalidade e alcoolismo;
  • Desesperança, desespero, desamparo, impulsividade;
  • Idade mais propensa entre 15 a 29 anos e idosos;
  • Gênero, mais comum entre homens;
  • Doenças clínicas não psiquiátricas: em pacientes com câncer, HIV, doenças neurológicas, esclerose múltiplas, Parkinson, Huntington, Epilepsia; cardiopatias; derrames, doença pulmonar obstrutiva crônica, enfermidade reumatológica como lúpus.
  • Eventos adversos na infância e adolescência;
  • História familiar e genética;
  • Fatores sociais como solidão; desemprego, pessoas que migram, enfim, pessoas com menos laços sociais, maior o risco de suicídio.

Como as empresas ajudam seus funcionários.

A prevenção ao suicídio é uma necessidade global.

De modo, que deve contar com a participação de toda a comunidade, como escola, igreja, mídia, instituições trabalhistas, e as empresas.

Principalmente empresas do agronegócio, já que no setor agrícola e zona rural concentram os maiores índices de suicídios.

Sendo assim, os empregadores devem garantir um ambiente de trabalho seguro e de apoio para ajudar seus colaboradores neste período desafiador da pandemia.

Nesse viés, as empresas precisam não só detectar e conter a disseminação da Covid-19 no estágio inicial de transmissão no local de trabalho.

Como também, deve estar atenta a saúde mental dos seus trabalhadores.

Assim, monitorar de perto sinais de comportamento suicida.

Portanto, a equipe de saúde e segurança do trabalho deve ter um programa de identificação, prevenção e mitigação de comportamento suicida para os colaboradores.

Além disso, ainda deve eliminar as possibilidades do colaborador, com comportamento suicida, utilizar de insumos e ferramentas de trabalho para tirar a própria vida.

Então, é de suma importância que a empresa possa adaptar os processos de trabalho para evitar que colaboradores suicidas tirem sua vida no ambiente de trabalho.

Vale ressaltar que 20% dos métodos para o suicídio incluem o consumo de pesticida, o enforcamento e uso de armas de fogo.

Entretanto, o problema gira em torno de dificuldades socioeconômicas, estar atento as necessidades financeiras dos colaboradores também é uma boa alternativa.

Não só no combate ao suicídio, como também na prevenção de fraudes internas na empresa.

De modo, que vale criar circunstâncias que promovam a prevenção de riscos financeiros dos trabalhadores.

Por exemplo, gerar renda extra aos trabalhadores como bonificação, doação, férias ou sua antecipação.

Ainda, adiantamento salarial ou até mesmo empréstimos descontados em folha de pagamento.

Por fim, o que importa é não deixar o trabalhador desemparado e desassistido.

Enfim, Pratique o hábito da integridade na sua empresa.

Conclusão.

Um ambiente de trabalho seguro e saudável é um direito humano fundamental e a base de desenvolvimento sustentável das empresas, em todo o mundo.

Para tanto, as empresas devem incluir em seu programa de saúde e segurança no trabalho a prevenção ao suicídio, pois se trata de um problema de saúde pública.

Bem como, de respeito aos direitos humanos fundamentais dos trabalhadores.

Não é à-toa que na Agenda 2030 para desenvolvimento sustentável da ONU – União das Nações Unidas traz no objetivo 3:

Objetivo 3. Garantir uma vida saudável e promover o bem-estar para todas as idades.

3.4 Até 2030, reduza em um terço a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis por meio da prevenção e tratamento e promova a saúde mental e o bem-estar.

3.5 Fortalecer a prevenção e o tratamento do abuso de substâncias, incluindo o uso prejudicial de drogas entorpecentes e o uso nocivo de álcool.”

ONU – Organização das Nações Unidas.

Dessa maneira, as empresas que dão atenção as necessidades básicas de seus colaboradores tem muito pouco, ou nada, de problemas: trabalhistas, saúde mental e fraudes internas, entre seus colaboradores.

Nesse viés, há um reflexo positivo na saúde financeira da empresa, um ambiente de trabalho saudável e com trabalhadores engajados.

Sendo assim, o combate e prevenção ao suicídio uma questão de responsabilidade social das empresas.

Além disso, o CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio.

Por fim, atende de modo voluntário e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias.

Para saber mais a respeito de Compliance Trabalhista baixando o e-book gratuitamente:

Atenção: post informativo e não é nossa responsabilidade, atos e interpretações de terceiros.

Caso precise de ajuda consulte um advogado de sua confiança.

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