Segurança de Alimentos no Agronegócio

Segurança de Alimentos no Agronegócio

Segurança de Alimentos no Agronegócio, o que é? Qual sua importância? Por que devo fazer no meu agronegócio?

Da produção até chegar no consumidor o alimento passa por inúmeras etapas.

Tais etapas são: campo, indústria ou intermediários, mercado, a casa do consumidor.

Assim, a falta de cuidados em algumas dessas etapas é extremamente perigoso para a segurança e a qualidade dos alimentos.

Portanto, pode acarretar até mesmo uma ameaça a saúde dos consumidores.

Dessa forma, o que governo, agricultores e empresários fazem para garantir a segurança dos alimentos?

Hoje a temática gira em torno de esclarecer:

1. A diferença entre Segurança de Alimentos e Segurança Alimentar.

2. Exigências legais e técnicas de uma cultura de segurança de alimentos.

3. Como colocar em prática uma cultura de segurança de alimentos?

4. As certificações existentes no mercado.

5. Segurança de Alimentos no Agronegócio.

A princípio, atender as exigências legais quanto a segurança de alimentos constitui uma vantagem competitiva.

Isso porque, atender rigorosamente a legislação faz total diferença em qualquer empresa.


A diferença entre Segurança de Alimentos e Segurança Alimentar.

A segurança de alimentos consiste num conjunto de metodologias para garantir o controle e a redução dos riscos de contaminação física e microbiológica na produção, manipulação e distribuição de alimentos.

Já a segurança alimentar consiste em garantir o acesso de todos a alimentos básicos de qualidade, em quantidade suficientes, de modo, permanente.

Em suma, a segurança de alimentos tem por objetivo garantir a segurança e a qualidade de alimentos.

Sendo assim, é de extrema importância atender a legislação que garante a segurança dos alimentos.

Em seguida, obter as certificações que atestam estar atendendo as normas em segurança de alimentos.

Ademais, alimentos certificados é uma vantagem competitiva que atrai clientes, no que lhe concerne atrai investidores.

Assim, garantir o retorno e a consolidação do agronegócio são garantidos.


Exigências legais e técnicas de uma cultura de segurança de alimentos.

Afinal, quais as exigências legais que devem ser atendidas para garantir a segurança de alimentos?

Tanto o produtor rural, quanto a indústria e o comerciantes devem elaborar seu Manual de Boas Práticas de Manipulação.

Tal manual deve seguir as diretrizes traçadas nas Portarias nº 1428, de 26 de novembro de 1993; nº 326, de 30 de julho de 1997; e RDC nº 216, de 15 de setembro de 2004.

Bem como, Procedimentos Operacionais Padronizados (POP), para garantir alimentos seguros para o consumo.

Ademais, também é importante aplicar a ISO 22000:2018, que se trata de uma norma internacional a respeito de segurança de alimentos.

Dessa forma, o agronegócio tiver uma certificação na ISO 22000:2018 tem uma nítida e prática vantagem competitiva.

De modo, que pode se beneficiar:

– Ampliação do mercado;

– Venda para exportação;

– Redução de gastos com retrabalho e desperdício;

– Benefício com a organização do POP – Procedimentos Operacionais Padronizados;

– Diminuição, ou até mesmo, a eliminação de riscos operacionais.


Como colocar em prática uma cultura de segurança de alimentos?

Em seguida, é importante frisar ser necessário treinar a alta direção e os funcionários a atender as normas em segurança de alimentos.

Portanto, incluir a segurança de alimentos na cultura do agronegócio é fundamental.

Assim, a segurança de alimentos deve fazer parte da gestão e ser inclusa no planejamento estratégico do agronegócio.

Antes de tudo, estabelecer macro objetivos como:

  1. Desenvolver uma cultura de segurança de alimentos e
  2. Atender a rastreabilidade no campo.

Neste contexto, são os dois parâmetros que devem guiar todas as estratégias do planejamento do agronegócio.

Em seguida, desenvolver as estratégias, ou seja, as ações necessárias para colocar em práticas tais macro objetivos.

Como por exemplo:

  • Contratar uma consultoria para implementar a Cultura de Segurança de Alimentos;
  • Elaborar o Manual de Boas Práticas de Manipulação e os POP’s;
  • Realizar treinamentos para disseminar tal cultura entre a alta direção e colaboradores;
  • Fazer auditorias ao menos 1 vez por ano;
  • Por fim, buscar as certificações.

As auditorias são para verificar se a cultura está sendo executada diariamente, e promover os ajustes quando necessários.

Já as certificações são reconhecimentos públicos de que o agronegócio atende as exigências:

  • Qualidade;
  • Procedência;
  • Às legislações;
  • Sustentabilidade;
  • Bem-estar animal;
  • Gestão e segurança nos padrões nacionais e internacionais.

Enfim, um Programa de Compliance em Segurança de Alimentos.


As certificações existentes no mercado.

Nesse ínterim, há certificações que são obrigatórias.

Bem como, certificações que apesar de não serem obrigatórias, tê-las representam vantagem competitiva.

A seguir as certificações existentes no mercado:

1. S.I.F: é um certificado obrigatório e mais antigo do Brasil, emitido pelo serviço de inspeção federal.

Cujo objetivo é atestar a qualidade dos produtos de origem animal (carnes, ovos, leite, pescado etc).

De modo que, sua finalidade é assegurar a qualidade de produtos de origem animal, mesmo que não comestível, de origem nacional ou estrangeira.

2. SISBOV: certificação oficial do Brasil para países que exijam a rastreabilidade individual de bovinos e búfalos.

Assim, os produtores rurais que almejam exportar para países da União Europeia têm que ter essa certificação.

3. SVB Vegano: certificado que atesta ser o produto livre de qualquer componente de origem animal, emitido pela Sociedade Vegetariana Brasileira.

4. Orgânico: certificado que atesta não houver danos ao meio ambiente e uso de agrotóxicos, emitido pelo Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica.

5. RainForest Alliance: certifica que atende os 10 padrões da Rede de Agricultura Sustentável.

6. Gluten Free: a Gluten-Free Certification Organization é a organização de certificação de produtos sem glúten.

7. RTRS: atesta aos produtores de soja a gestão responsável da produção, emitido pela Associação Internacional de Soja Responsável.

Mais a respeito no post: “Como ser o preferido dos seus clientes no agronegócio”.

8. BonSucro: atesta as normas socioambiental na produção do açúcar e do álcool.

Pois, visa reduzir os impactos ambientais e sociais da produção de cana-de-açúcar.

9. Fairtrade (comercio justo): uma norma internacional que regula o preço mínimo para as vendas de produtos.

Portanto, visa as práticas comerciais éticas, as quais respeitem normas sociais, econômicas e ambientais especiais.


Continuação

10. UTZ: outra certificação internacional, que atesta a segurança socioambiental, alimentar e a rastreabilidade dos produtos.

11. Certifica Minas atesta que as propriedades adotam boas práticas agrícolas em todos os estágios da produção, bem como atendem às normas ambientais e trabalhistas.

Destarte, os programas de certificação são em sua origem programas de compliance.

Visto que ganharam notoriedade pois garantem e reconhecem sistemas de produção sustentáveis.

Além do mais, abrem novos mercados consumidores nacional e internacional.

Contudo, consumidores mais exigentes quanto a origem e segurança de alimentos.


Segurança de Alimentos no Agronegócio.

Em síntese, a importância da adequação legal reside em atender as normas legais.

Pois, promove uma boa reputação e garante mercado consumidor nacional e internacional.

Ainda mais, porque mercados consumidores internacionais pagam melhor por produtos que possuem garantia de origem.

De modo, que a tendencia é cada vez mais por atender normas anticorrupção, ambientais e trabalhistas.

Então, uma dica: faça o diagnóstico do seu agronegócio para identificar quais as normas e certificações precisam para crescer.

Em seguida, o planejamento estratégico para colocar essas normas em prática na sua empresa.

Por fim, se inscreva nas respectivas certificações para certificar sua adequação legal.

Vale a pena conferir o livro: “Pratique o hábito da integridade na sua empresa”.

Atenção: post exclusivamente informativo, e não responsabilizamos por atos e interpretação de terceiros.

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Enfim, pratique o hábito da integridade em seus negócios sendo compliance!

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